Claeff Engenharia e Produtos Químicos

Ativos Vegetais

Ativos Vegetais

Não é de hoje que se conhecem as propriedades químicas de alguns vegetais, recomendados para nutrição humana diária. Podemos aqui citar o maracujá e a camomila como calmantes, o limão e a menta com suas ações refrescante e antisséptica, dentre outras.

A partir destes conhecimentos e também pela necessidade de inovar o mercado de cosméticos, surgiram marcas de produtos naturais que apresentam os ativos vegetais como princípio ativo. Desde então, o número desses ativos vegetais não para de crescer.

As principais indústrias de cosméticos e de alimentos possuem laboratórios específicos para novos extratos, óleos essenciais e óleos vegetais onde são descobertos seus componentes ativos.

Acompanhando a evolução desse mercado, a NATURAL PLUS, marca resultante das pesquisas desenvolvidas pela CLAEFF, tornou-se a primeira empresa nordestina a produzir ativos vegetais de todas as espécies existentes na flora brasileira.

Abaixo estão alguns dos extratos glicólicos vegetais que já estão sendo produzidos e oferecidos ao mercado:

 

Microalgas para Cosméticos

Dentro do segmento de extratos vegetais, a Claeff considera que as microalgas têm um valor agregado especial, notadamente pela diversidade e potencialidade de seus benefícios.

Depois de colhidas, as microalgas passam por processo específico para cada espécie de extração de ativos de interesse como carotenóides, pigmentos alimentícios, proteínas, dependendo da espécie.

Tais processos de extração muitas vezes podem ser usados para a extração de ativos de macroalgas ou outras plantas para fins  fitoterápicos fármacos e cosméticos, destacando-se a extração com supercrítico em CO2, processo sólido líquido com maior eficiência de extração, sem contaminantes perigosos, sem afetar as moléculas de interesse por aspectos físicos e químicos.

Com uma unidade instalada especialmente para o cultivo e extração de microalgas de diversas espécies, a Claeff atende à demanda dos segmentos de cosméticos e fitoterápicos. Já estão sendo produzidas as seguintes espécies:    

 

Óleos Essenciais

Óleos Essencias

Os óleos essenciais são substâncias voláteis que apresentam diferentes taxas de evaporação. Ou seja, enquanto existem óleos rápidos e leves – como os de laranja e eucalipto – há óleos lentos e pesados – como os de patchouli e sândalo. Então, para classificá-los de acordo com essas taxas, surgiu a escala de evaporação. A escala de evaporação está na ponta da língua de qualquer perfumista que se preze e funciona dividindo os óleos em três categorias: os de notas altas (de saídas), médias (de corpo) e básicas (de fundo).

Os óleos que apresentam notas altas são familiares, leves e menos complexos. Eles agradam com facilidade e são os aromas que percebemos logo no primeiro contato com o perfume. Também são os de ação mais rápida e devem predominar onde há extrema letargia, melancolia ou falta de interesse.

Já os óleos de notas médias geralmente são os responsáveis pelo tom de sensualidade, paixão e romance de um perfume. É a nota que serve de ponte entre os óleos altos e básicos e por isso assegura a liga da composição. Elas incluem a maioria dos temperos – cardamomo, pimenta, etc. – e muitas das ervas, incluindo lavanda e hortelã. Aqui também encontramos o manjericão, usado para o tratamento da incapacidade de se concentrar ou de assimilar informações, o hissopo, para pressão sanguínea alta ou baixa e a sálvia para disfunções menstruais.

Por fim temos os profundos e misteriosos óleos de notas básicas. Eles são usados como fixadores e estão entre os ingredientes mais antigos da perfumaria – afirma-se que o sândalo, por exemplo, tem uso contínuo por pelo menos quatro mil anos. Trata-se da nota de maior duração e que serve de âncora para as demais, respondendo pela profundidade da composição. Neste grupo encontramos a maioria das resinas e madeiras, que além da solidez também tendem a acalmar e são utilizadas no tratamento de pessoas nervosas e inquietas. Assim é feita a composição de um perfume.

O aroma de um óleo essencial é o resultado da soma de todos os seus componentes (sinergia) e não advém apenas de seus ativos majoritários. Em alguns casos, inclusive, são os elementos presentes em pequeníssimas quantidades é que determinam o seu perfume. O cheiro do óleo essencial de grapefruit (Citrus paradisi), por exemplo, é caracterizado por três elementos cuja participação no óleo é mínima – são eles: 1-p-menteno-8-tiol, 4-mercapto-4-metil-2-pentanona e o nootkatone. Ou seja, apesar do óleo essencial de grapefruit apresentar elevada concentração de d-limoneno,

Aromaterapia

Aromaterapia é uma forma de medicina alternativa em que os efeitos de cura são atribuídos aos compostos aromáticos em óleos essenciais e extratos de outras plantas. Muitos comuns os óleos essenciais têm propriedades medicinais, utilizadas na medicina popular desde a antiguidade e ainda são amplamente usados hoje. Por exemplo, muitos óleos essenciais têm propriedades anti-sépticas. Muitos também afirmaram ter um efeito estimulante sobre a mente. É o tratamento ou prevenção de doenças através do uso de óleos essenciais. Dois mecanismos básicos são oferecidos para explicar os efeitos alegados. Um deles é a influência do aroma no cérebro, em especial o sistema límbico, através do sistema olfativo. O outro é o efeito farmacológico direto de óleos essenciais. Embora o conhecimento exato da sinergia entre o corpo e óleos aromáticos é frequentemente reclamado por aromaterapistas, a eficácia da Aromaterapia permanece não comprovada. No entanto, mostram alguns ensaios preliminares clínica de Aromaterapia em combinação com outras técnicas, efeitos positivos.

Formas de Uso
Inalação

É considerada a forma mais segura de utilização dos óleos essenciais. Aqui uma parte do aroma inalado vai para os pulmões via traquéia, penetra nos brônquios, bronquíolos e alvéolos e passa para a corrente sangüínea nas trocas gasosas. Em paralelo, a outra parte do aroma vai ate o cérebro e estimula determinadas áreas do sistema límbico e do hipotálamo, que controlam a maioria das funções vegetativas e endócrinas do corpo. Há dois tipos: a inalação direta e a indireta. A inalação direta é utilizada no tratamento de problemas específicos do aparelho respiratório, como asma, bronquite, sinusite, etc. Neste caso, pode-se empregar de 6-15 gotas de óleo em um vaporizador de ambientes a quente ou de 1-2 gotas em um lenço. Já a inalação indireta visa trabalhar o emocional (o psicológico) através dos aromas. Aqui se costuma utilizar de 6-15 gotas em um difusor de aromas de vela/lâmpada ou elétrico.


Absorção pela pele

Na aromaterapia a via de administração mais utilizada é a cutânea, pois além da ação farmacológica das substâncias que compõem o óleo, a massagem por si só já traz claros benefícios ao paciente. No entanto, é imprescindível saber fazer a diluição do óleo essencial nos óleos carreadores para se obter uma boa ação terapêutica. Vejamos alguns exemplos, assumindo que 1 ml de óleo equivale a 22 gotas:

Diluição 1% – usada para óleos de aroma muito fortes ou caros como jasmim, neroli e rosas.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 1-2 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 11 gotas ou 0,5 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 22 gotas ou 1 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 55 gotas ou 2,5 ml de óleo essencial.

Diluição 2% – usada para peles muito sensíveis e com tendência alérgica (tipo de bebês). Também é empregada para óleos caros e fortes.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 2-3 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 22 gotas ou 1 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 44 gotas ou 2 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 110 gotas ou 5 ml de óleo essencial.

Diluição 3% – comumente usada na massagem aromaterápica para melhor ação medicinal.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 5-6 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 33 gotas de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 66 gotas de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 165 gotas de óleo essencial.

Diluição 5% – usada em problemas agudos como dores e inflamações sérias.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 9-10 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 55 gotas ou 2,5 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 110 gotas ou 5 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 275 gotas ou 12,5 ml de óleo essencial.

Alguns óleos essenciais conseguem penetrar nas camadas da pele e atingir a circulação sanguínea com grande facilidade. Por esta razão, há diversas pesquisas no sentido de utilizá-los como “facilitadores” do transporte de medicamentos. Por exemplo, estudos comprovaram que o componente 1,8-cineol, presente nos óleos essenciais de citronela e eucalipto globulus, aumentou em 95% a capacidade de penetração cutânea de alguns medicamentos alopáticos

Uso oral ou ingestão

É a forma de utilização que permite uma ação mais rápida, mas que também oferece maiores riscos de intoxicações, sendo indispensável, nesse caso, a supervisão de um especialista para se evitar efeitos e reações indesejáveis. Por exemplo: o óleo essencial de erva de Santa Maria (Chenopodium ambrosioides) contém ascaridol – um componente que pode matar mesmo em pequenas doses.

 

Advertências

Manter os óleos essenciais fora do alcance das crianças e animais;
Não ingerir qualquer óleo essencial sem a orientação de um profissional habilitado;
Não utilizar óleos essenciais puros diretamente sobre a pele;
Durante a gravidez, diversos óleos essenciais devem ser evitados;
Óleos essenciais cítricos são fotossensíveis, portanto deve-se evitar a exposição ao sol após seu uso;
Epilépticos devem administrar os óleos essenciais com extremo cuidado;
Alguns óleos são incompatíveis com certos medicamentos homeopáticos, principalmente aqueles que contêm cânfora e mentol em suas composições;
Evitar o uso prolongado de um óleo essencial.

Quimicamente falando, os óleos essenciais são formados por estruturas de terpenos, sesquiterpenos, fenólicos, fenilpropanoicos, alifáticos não terpenos, heterocíclicos; e funções químicas de alcoóis, cetonas, aldeídos, ácidos carboxílicos, ésteres, óxidos, acetatos e vários outros – quase sempre apresentando uma mistura bastante complexa entre esses elementos. Por exemplo, o óleo essencial de rosas possui cerca de 300 componentes, cada qual com a sua característica e ação bioquímica no organismo humano. Isto explica, em partes, porque um determinado óleo pode agir contra um fungo da unha do pé e, ao mesmo tempo, atuar como antidepressivo e calmante.

No entanto, alguns resultados só são alcançados por meio da sinergia entre esses componentes. Ou seja, eles dependem da interação do todo, desde os elementos que estão em maior proporção no óleo, chamados de “ativos majoritários”, como dos que estão em menor proporção. Pesquisas indicam que o timol, ativo majoritário do óleo essencial de tomilho, não possui a mesma eficiência do óleo contra algumas espécies de bactérias – mesmo sendo ele (o timol) um poderoso anti-séptico. E isto se repete para vários outros óleos e seus ativos.

 

Conclusão

Os óleos essenciais fazem parte de um universo tão cheio de minúcias que detalhá-lo por completo seria uma tarefa praticamente impossível para um artigo de poucas linhas como esse. Por exemplo: seriam necessárias páginas e páginas para listar e expor todas as propriedades físico/químicas dos mais de 300 componentes do óleo essencial de rosas. Assim como explicar o porquê de todas as funções orgânicas. Então, a idéia aqui só foi mostrar que os óleos essenciais são uma mistura complexa de diversos elementos. Há aldeídos, alcoóis, fenóis, ésteres, cetonas e vários outros, todos com as suas próprias características e particularidades. E que de posse de um simples número é possível obter uma série de informações sobre qualquer substância. (*) o CAS, ou número CAS, possui três partes: a primeira tem até seis algarismos, a segunda até dois e a terceira apenas um (número de controle) – que são atribuídos sem nenhum critério;
(*) existe o que se domina de “nanopolifarmassinergia”, ou seja, a presença de pequeníssimas quantidades de certos componentes, na ordem de nanogramas (0,000000001g), que apresentam ação terapêutica quando estão na presença de outros elementos em maior concentração, em sinergia com a totalidade dos componentes do óleo essencial.

 

Premiação

Prêmio FINEP 2009

O diretor-presidente da Claeff, Eng. Cláudio Truchlaeff, foi o vencedor do Prêmio FINEP de 2009, Região Nordeste, na categoria Inventor Inovador.

Claudio, que concorreu à premiação com o projeto Oxi Bio, teve o reconhecimento do meio científico-acadêmico nacional. saiba mais

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