Claeff Engenharia e Produtos Químicos

Óleos Essenciais

Os óleos essenciais são substâncias voláteis que apresentam diferentes taxas de evaporação. Ou seja, enquanto existem óleos rápidos e leves – como os de laranja e eucalipto – há óleos lentos e pesados – como os de patchouli e sândalo. Então, para classificá-los de acordo com essas taxas, surgiu a escala de evaporação. A escala de evaporação está na ponta da língua de qualquer perfumista que se preze e funciona dividindo os óleos em três categorias: os de notas altas (de saídas), médias (de corpo) e básicas (de fundo).

Os óleos que apresentam notas altas são familiares, leves e menos complexos. Eles agradam com facilidade e são os aromas que percebemos logo no primeiro contato com o perfume. Também são os de ação mais rápida e devem predominar onde há extrema letargia, melancolia ou falta de interesse.

Já os óleos de notas médias geralmente são os responsáveis pelo tom de sensualidade, paixão e romance de um perfume. É a nota que serve de ponte entre os óleos altos e básicos e por isso assegura a liga da composição. Elas incluem a maioria dos temperos – cardamomo, pimenta, etc. – e muitas das ervas, incluindo lavanda e hortelã. Aqui também encontramos o manjericão, usado para o tratamento da incapacidade de se concentrar ou de assimilar informações, o hissopo, para pressão sanguínea alta ou baixa e a sálvia para disfunções menstruais.

Por fim temos os profundos e misteriosos óleos de notas básicas. Eles são usados como fixadores e estão entre os ingredientes mais antigos da perfumaria – afirma-se que o sândalo, por exemplo, tem uso contínuo por pelo menos quatro mil anos. Trata-se da nota de maior duração e que serve de âncora para as demais, respondendo pela profundidade da composição. Neste grupo encontramos a maioria das resinas e madeiras, que além da solidez também tendem a acalmar e são utilizadas no tratamento de pessoas nervosas e inquietas. Assim é feita a composição de um perfume.

O aroma de um óleo essencial é o resultado da soma de todos os seus componentes (sinergia) e não advém apenas de seus ativos majoritários. Em alguns casos, inclusive, são os elementos presentes em pequeníssimas quantidades é que determinam o seu perfume. O cheiro do óleo essencial de grapefruit (Citrus paradisi), por exemplo, é caracterizado por três elementos cuja participação no óleo é mínima – são eles: 1-p-menteno-8-tiol, 4-mercapto-4-metil-2-pentanona e o nootkatone. Ou seja, apesar do óleo essencial de grapefruit apresentar elevada concentração de d-limoneno,

Aromaterapia

Aromaterapia é uma forma de medicina alternativa em que os efeitos de cura são atribuídos aos compostos aromáticos em óleos essenciais e extratos de outras plantas. Muitos comuns os óleos essenciais têm propriedades medicinais, utilizadas na medicina popular desde a antiguidade e ainda são amplamente usados hoje. Por exemplo, muitos óleos essenciais têm propriedades anti-sépticas. Muitos também afirmaram ter um efeito estimulante sobre a mente. É o tratamento ou prevenção de doenças através do uso de óleos essenciais. Dois mecanismos básicos são oferecidos para explicar os efeitos alegados. Um deles é a influência do aroma no cérebro, em especial o sistema límbico, através do sistema olfativo. O outro é o efeito farmacológico direto de óleos essenciais. Embora o conhecimento exato da sinergia entre o corpo e óleos aromáticos é frequentemente reclamado por aromaterapistas, a eficácia da Aromaterapia permanece não comprovada. No entanto, mostram alguns ensaios preliminares clínica de Aromaterapia em combinação com outras técnicas, efeitos positivos.

Formas de Uso
Inalação

É considerada a forma mais segura de utilização dos óleos essenciais. Aqui uma parte do aroma inalado vai para os pulmões via traquéia, penetra nos brônquios, bronquíolos e alvéolos e passa para a corrente sangüínea nas trocas gasosas. Em paralelo, a outra parte do aroma vai ate o cérebro e estimula determinadas áreas do sistema límbico e do hipotálamo, que controlam a maioria das funções vegetativas e endócrinas do corpo. Há dois tipos: a inalação direta e a indireta. A inalação direta é utilizada no tratamento de problemas específicos do aparelho respiratório, como asma, bronquite, sinusite, etc. Neste caso, pode-se empregar de 6-15 gotas de óleo em um vaporizador de ambientes a quente ou de 1-2 gotas em um lenço. Já a inalação indireta visa trabalhar o emocional (o psicológico) através dos aromas. Aqui se costuma utilizar de 6-15 gotas em um difusor de aromas de vela/lâmpada ou elétrico.


Absorção pela pele

Na aromaterapia a via de administração mais utilizada é a cutânea, pois além da ação farmacológica das substâncias que compõem o óleo, a massagem por si só já traz claros benefícios ao paciente. No entanto, é imprescindível saber fazer a diluição do óleo essencial nos óleos carreadores para se obter uma boa ação terapêutica. Vejamos alguns exemplos, assumindo que 1 ml de óleo equivale a 22 gotas:

Diluição 1% – usada para óleos de aroma muito fortes ou caros como jasmim, neroli e rosas.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 1-2 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 11 gotas ou 0,5 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 22 gotas ou 1 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 55 gotas ou 2,5 ml de óleo essencial.

Diluição 2% – usada para peles muito sensíveis e com tendência alérgica (tipo de bebês). Também é empregada para óleos caros e fortes.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 2-3 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 22 gotas ou 1 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 44 gotas ou 2 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 110 gotas ou 5 ml de óleo essencial.

Diluição 3% – comumente usada na massagem aromaterápica para melhor ação medicinal.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 5-6 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 33 gotas de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 66 gotas de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 165 gotas de óleo essencial.

Diluição 5% – usada em problemas agudos como dores e inflamações sérias.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 9-10 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 55 gotas ou 2,5 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 110 gotas ou 5 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 275 gotas ou 12,5 ml de óleo essencial.

Alguns óleos essenciais conseguem penetrar nas camadas da pele e atingir a circulação sanguínea com grande facilidade. Por esta razão, há diversas pesquisas no sentido de utilizá-los como “facilitadores” do transporte de medicamentos. Por exemplo, estudos comprovaram que o componente 1,8-cineol, presente nos óleos essenciais de citronela e eucalipto globulus, aumentou em 95% a capacidade de penetração cutânea de alguns medicamentos alopáticos

Uso oral ou ingestão

É a forma de utilização que permite uma ação mais rápida, mas que também oferece maiores riscos de intoxicações, sendo indispensável, nesse caso, a supervisão de um especialista para se evitar efeitos e reações indesejáveis. Por exemplo: o óleo essencial de erva de Santa Maria (Chenopodium ambrosioides) contém ascaridol – um componente que pode matar mesmo em pequenas doses.

 

Advertências

Manter os óleos essenciais fora do alcance das crianças e animais;
Não ingerir qualquer óleo essencial sem a orientação de um profissional habilitado;
Não utilizar óleos essenciais puros diretamente sobre a pele;
Durante a gravidez, diversos óleos essenciais devem ser evitados;
Óleos essenciais cítricos são fotossensíveis, portanto deve-se evitar a exposição ao sol após seu uso;
Epilépticos devem administrar os óleos essenciais com extremo cuidado;
Alguns óleos são incompatíveis com certos medicamentos homeopáticos, principalmente aqueles que contêm cânfora e mentol em suas composições;
Evitar o uso prolongado de um óleo essencial.

Quimicamente falando, os óleos essenciais são formados por estruturas de terpenos, sesquiterpenos, fenólicos, fenilpropanoicos, alifáticos não terpenos, heterocíclicos; e funções químicas de alcoóis, cetonas, aldeídos, ácidos carboxílicos, ésteres, óxidos, acetatos e vários outros – quase sempre apresentando uma mistura bastante complexa entre esses elementos. Por exemplo, o óleo essencial de rosas possui cerca de 300 componentes, cada qual com a sua característica e ação bioquímica no organismo humano. Isto explica, em partes, porque um determinado óleo pode agir contra um fungo da unha do pé e, ao mesmo tempo, atuar como antidepressivo e calmante.

No entanto, alguns resultados só são alcançados por meio da sinergia entre esses componentes. Ou seja, eles dependem da interação do todo, desde os elementos que estão em maior proporção no óleo, chamados de “ativos majoritários”, como dos que estão em menor proporção. Pesquisas indicam que o timol, ativo majoritário do óleo essencial de tomilho, não possui a mesma eficiência do óleo contra algumas espécies de bactérias – mesmo sendo ele (o timol) um poderoso anti-séptico. E isto se repete para vários outros óleos e seus ativos.

 

Conclusão

Os óleos essenciais fazem parte de um universo tão cheio de minúcias que detalhá-lo por completo seria uma tarefa praticamente impossível para um artigo de poucas linhas como esse. Por exemplo: seriam necessárias páginas e páginas para listar e expor todas as propriedades físico/químicas dos mais de 300 componentes do óleo essencial de rosas. Assim como explicar o porquê de todas as funções orgânicas. Então, a idéia aqui só foi mostrar que os óleos essenciais são uma mistura complexa de diversos elementos. Há aldeídos, alcoóis, fenóis, ésteres, cetonas e vários outros, todos com as suas próprias características e particularidades. E que de posse de um simples número é possível obter uma série de informações sobre qualquer substância. (*) o CAS, ou número CAS, possui três partes: a primeira tem até seis algarismos, a segunda até dois e a terceira apenas um (número de controle) – que são atribuídos sem nenhum critério;
(*) existe o que se domina de “nanopolifarmassinergia”, ou seja, a presença de pequeníssimas quantidades de certos componentes, na ordem de nanogramas (0,000000001g), que apresentam ação terapêutica quando estão na presença de outros elementos em maior concentração, em sinergia com a totalidade dos componentes do óleo essencial.

 

Produtos

A Claeff detém uma capacidade de produção de variadas espécies de óleos essenciais destinados aos segmentos de cosméticos, aromaterapia e fitoterápicos, alguns apresentados a seguir.

 

  

 

Moringa Oleífera

    Moringa

     A Moringa Oleífera é uma planta originária da Índia e difundida para o Haiti e regiões secas da África. No Brasil, a Moringa chegou há 40 anos através do sertão nordestino com boa adaptação, notadamente pela característica de clima seco.

     Conhecida no Nordeste como Lírio Branco, sua árvore apresenta um rápido crescimento e pertence à família Moringaceae, que é composta de apenas um gênero (Moringa) e quatorze espécies.

     A CLAEFF vem pesquisando e desenvolvendo produtos derivados da Moringa com uma tecnologia inovadora, utilizando matérias-primas orgânicas com alto grau de qualidade, provenientes da região do agreste e do sertão nordestino. Tais produtos garantirão o uso de forma saudável e com menor impacto ambiental por serem livres de adubos químicos e agrotóxicos. 

     Em breve, os derivados da Moringa serão lançados pela marca NATURAL PLUS e destinados aos mercados de alimentos funcionais, fitoterápicos e cosméticos.

     No segmento de alimentos funcionais, teremos o mel picante, de cor marrom avermelhado intenso, com uma viscosidade e concentração de açúcares similares ao melaço de cana-de-açúcar, além de ser constituído por proteínas, sais minerais e vitaminas, também apresenta a capacidade de corar outras substâncias.

     Também será lançado um suplemento nutricional que consiste num pó constituído por aproximadamente 49% de proteínas e 42% de carboidratos com elevado teor vitaminas de sais minerais, substâncias estas fundamentais para nutrição humana.

     Para atender às indústrias de cosméticos, a CLAEFF já produz o Extrato Glicólico de Moringa Oleífera, com alto teor de proteínas, vitaminas A e C, além de elevadas concentrações de sais minerais que proporcionam para a pele maior hidratação e maciez, e aos cabelos, mais brilho e volume.

APLICAÇÕES DA MORINGA OLEÍFERA

Sementes

Sementes

As sementes da Moringa apresentam 40% de óleo em seu peso. A partir delas pode ser produzido o creme hidratante para cosméticos, além da utilização em outros segmentos como tratamento de água, indústria de fármacos e de alimentos.

 

- Mel Picante

Mel Picante

A CLAEFF vem desenvolvendo o mel picante, produto rico em proteínas, conforme demonstrado abaixo:

Material orgânico utilizado: Sementes da Moringa Oleífera

Aplicação:

  • Indústrias Alimentíciascomo componente enriquecedor de proteínas, carboidratos, vitaminas e sais minerais em diversos produtos.
  • Corante, com a propriedade de corar meios, podendo ser aplicado como corante alimentício.
  •  Informação nutricional:

Proteína 9,74%, Cálcio 870,39 mg/100g, açucares redutores em glicose 22,30%, sólidos solúveis 70 Brix. Liquido viscoso assemelhado ao melado de cana.

 

- Óleo da Moringa

Óleo da Moringa
 

O óleo da Moringa é considerado antioxidante, tem propriedades nutritivas e emoliente, deixa a pele com uma sensação sedosa e com um brilho saudável.
Apesar da seu alto teor de gordura, é prontamente absorvido pela pele. Especial para uso em pele madura e seca e pele, que tem dificuldade em manter a sua umidade.
Uma qualidade especial é que dá brilho para a pele e os lábios quando adicionado a outros óleos e cremes faciais. Seu ácido graxo conteúdo é semelhante tanto para o óleo de macadâmia e azeite de oliva. O quantidades de ômega 9 ácidos graxos monoinsaturados dá bom lubrificantes propriedades e faz com que seja particularmente adequado para todo massagem corporal.
Para cuidar da pele, o óleo de Moringa tem propriedades antioxidantes com elevado índece de ácido oleico, ambos considerados notáveis na estabilidade oxidativa.
Tem também a limpeza, nutritivo e propriedades emolientes.
É um óleo leve e duradouro que oferece uma excelente lubrificação, espalhando-se facilmente sobre a pele, proporcionando uma excelente massagem de aromaterapia como ingrediente em cremes, loções, descamação e esfrega de limpeza e bálsamos
Na culinária, é um óleo graxo com um sabor sutil de noz de cor amarelada.
Excelente como um óleo em molhos para saladas e para utilização em confeitaria como um substituto de manteiga uma vez que dá um amanteigado sabor.
 

 

- Hidratante de Moringa

Hidratante de Moringa

Produzido a partir do óleo de Moringa, o creme hidratante tem ação benéfica para a pele e vem sendo cada dia mais utilizado pelas empresas do ramo de cosméticos.

 

 

 

- Tratamento de Água

Tratamento de Água

A semente triturada da Moringa gera mais fontes de fosfatos. Com a aplicação do Bioscrub de Moringa, é possível a remoção de até 91% em turbidez e de 46% em cor aparente da água a ser tratada.

 

 

 

 

 

 

Folhas

    

Folhas

      A CLAEFF possui projeto de patente (nº 018100044750 de 26.11.2010) para utilização da Moringa na fabricação de produtos nutricionais lipossolúveis e hidrossolúveis, extraídos das folhas de moringa, ricos em vitaminas A, C, minerais, fibras insolúveis, proteína, clorofila, carboidratos e lipídeos aplicados a aditivos nutricionais humanos e animais.

 

          A seguir, apresentamos as propriedades do suplemento nutricional feito da folha da Moringa e um quadro de estudo comparativo dos valores nutricionais da Moringa e outros alimentos.

 

 

- Suplemento Nutricional

Material orgânico utilizado: Folhas da Moringa Oleífera

Aplicação:

  • Indústrias Alimentícias, como componente enriquecedor de proteínas, carboidratos, vitaminas e sais minerais em diversos produtos;
  • Suplementação Alimentar, em forma de cápsulas visando otimizar a dieta nutricional humana;
  •  Informação nutricional:

Proteínas 48,75%, gorduras 0%,fibra bruta 0,64%, Ferro 13,37 mg/100g, carboidratos totais 41,7%.

 

Valores nutritivos da Folha de Moringa

 

PLANTIO

Tipos de plantio

- Sementeira direta;

- Plantio através de estacas;

- Produção de mudas.

 

Ambiente para Plantio e Crescimento

           A Região Nordeste do Brasil é considerada um dos ambientes mais favoráveis para o plantio da Moringa. As características da região são naturalmente benéficas como o clima de zonas semiáridas quentes, com temperatura entre 25 e 40ºC.

          O solo argiloso-arenoso, deve estar bem drenado, com pH do entre 5-9 e as mudas devem ser plantadas entre uma distância de 3 m2, totalizando cerca de 100000 mudas por hectare.

Seu crescimento atinge 2,4m de altura no 1º mês de plantio e desenvolve até 15m de altura ao atingir a fase adulta.

 

 

 

Bioenergia

      

A indústria de biodiesel e seus processos de geração de energia com o aproveitamento da biomassa também é outro segmento de grande relevância na utilização da Moringa.

          Toda a sobra orgânica (galhos, cascas de sementes, caule) provenientes da Moringa, pode ser utilizada na geração de energia. Para cada 100 hectares de Moringa plantada, são gerados 4800 ton./ano de rejeitos orgânicos a serem queimados para produção de energia.

 

 

Dados de produção proveniente do plantio

Coleta dos insumos da Moringa para base de cálculos:

 

Pirólise de Biomassa

Resumo da tecnologia

Processo de transformação de várias biomassas em hidrocarbonetos, numa planta de pequeno porte, de fácil instalação em locais remotos e baixo custo.

Transforma biomassas secas em até 70% hidrocarbonetos líquidos em destilação de bio óleo em produtos para várias aplicações no mercado. 

 

 

 

Produtos Gerados com o processo

Fenóis: Usados como matéria prima para a fabricação de resinas fenólicas;

Metanol: Usado como solvente industrial para químicos, fármacos, matéria prima para formaldeído;

Acetona: Usada como solvente para tintas, esmaltes e vernizes;

Alcatrão: Que é constituído basicamente de Benzeno, naftaleno, antraceno e piche, que podem ser destilados em parte na tecnologia proposta e possui aplicação nos mercados de plásticos, pavimentação;

 

Ácido acético: Usado na perfumaria, tinturaria, fármacos;

Carvão granulado: Aplicado em siderurgias e para a produção de carvão ativado para tratamento de água e adsorção; 

Piche: Usado como impermeabilizantes e pavimentação.

Muitas outras moléculas podem sair desta tecnologia com a destilação fina do ácido pirolenhoso.

 

Vantagens

  1. Produtos Orgânicos Verdes que substituem os petroquímicos com alta taxa de conversão de biomassa em bio óleo com destilação em hidrocarbonetos úteis para múltiplas aplicações, com aproveitamento do calor perdido da pirólise (Petroquímica Verde);
  2. Tratamento dos restos vegetais de cidades, indústrias e agronegócios sem impacto ao meio ambiente;
  3. Elimina a emanação de fumos orgânicos prejudiciais para a atmosfera de carvoarias e outras queimas, gerando uma cadeia produtiva independente da petroquímica;
  4. Processo limpo que permite ser aplicado próximo a cidades para dar destino a rejeitos orgânicos urbanos;
  5. Pode ser aplicado em regiões remotas do país dando alternativas produtivas para as populações;
  6. Versatilidade na diversidade de biomassas disponíveis no Brasil como a gramínea, cascas de frutos, palhas de cana, soja, milho, restos de podas, e bagaços de cana e outros rejeitos.

O Brasil

                 A produção de carvão vegetal existe há milênios e sua utilização foi iniciada na indústria de metais e aquecimento de residências.

                 Atualmente, ainda são usados fornos para produzir carvão com madeira de desmatamento, sendo o Brasil, o único país que utiliza esta matéria prima na siderurgia, diferentemente de outros países que operam om o carvão mineral.

                Contudo, o Brasil é o país com a maior biomassa disponível do planeta, esperando para ser transformada em produtos úteis.  

A Tecnologia

                 O Processo de Pirólise faz o aproveitamento de biomassas diversas com conversão de até 70% da biomassa em produtos líquidos orgânicos refinados por destilação e próprios para a utilização em vários ramos de fabricação de resinas, pavimentação, indústria de tintas, fármacos e agricultura.

Através deste método, também podem ser produzidos o carvão verde em pó para as siderurgias e o carvão ativado para tratamento de águas. 

Além das pirólises conhecidas, o processo destila o bio óleo em produtos de condição refinada, podendo ser usado para indústrias na aplicação final.

Biomassas utilizadas

Capim seco

Bagaços de cana

Restos de folhas e galhos de podas urbanas e agrícolas

Restos de coco e cascas de caju

Restos de carpinagem de vias

 

Fluxograma

Fluxograma

 

Ativos Vegetais

Ativos Vegetais

Não é de hoje que se conhecem as propriedades químicas de alguns vegetais, recomendados para nutrição humana diária. Podemos aqui citar o maracujá e a camomila como calmantes, o limão e a menta com suas ações refrescante e antisséptica, dentre outras.

A partir destes conhecimentos e também pela necessidade de inovar o mercado de cosméticos, surgiram marcas de produtos naturais que apresentam os ativos vegetais como princípio ativo. Desde então, o número desses ativos vegetais não para de crescer.

As principais indústrias de cosméticos e de alimentos possuem laboratórios específicos para novos extratos, óleos essenciais e óleos vegetais onde são descobertos seus componentes ativos.

Acompanhando a evolução desse mercado, a NATURAL PLUS, marca resultante das pesquisas desenvolvidas pela CLAEFF, tornou-se a primeira empresa nordestina a produzir ativos vegetais de todas as espécies existentes na flora brasileira.

Abaixo estão alguns dos extratos glicólicos vegetais que já estão sendo produzidos e oferecidos ao mercado:

 

Microalgas para Cosméticos

Dentro do segmento de extratos vegetais, a Claeff considera que as microalgas têm um valor agregado especial, notadamente pela diversidade e potencialidade de seus benefícios.

Depois de colhidas, as microalgas passam por processo específico para cada espécie de extração de ativos de interesse como carotenóides, pigmentos alimentícios, proteínas, dependendo da espécie.

Tais processos de extração muitas vezes podem ser usados para a extração de ativos de macroalgas ou outras plantas para fins  fitoterápicos fármacos e cosméticos, destacando-se a extração com supercrítico em CO2, processo sólido líquido com maior eficiência de extração, sem contaminantes perigosos, sem afetar as moléculas de interesse por aspectos físicos e químicos.

Com uma unidade instalada especialmente para o cultivo e extração de microalgas de diversas espécies, a Claeff atende à demanda dos segmentos de cosméticos e fitoterápicos. Já estão sendo produzidas as seguintes espécies:    

 

Óleos Essenciais

Óleos Essencias

Os óleos essenciais são substâncias voláteis que apresentam diferentes taxas de evaporação. Ou seja, enquanto existem óleos rápidos e leves – como os de laranja e eucalipto – há óleos lentos e pesados – como os de patchouli e sândalo. Então, para classificá-los de acordo com essas taxas, surgiu a escala de evaporação. A escala de evaporação está na ponta da língua de qualquer perfumista que se preze e funciona dividindo os óleos em três categorias: os de notas altas (de saídas), médias (de corpo) e básicas (de fundo).

Os óleos que apresentam notas altas são familiares, leves e menos complexos. Eles agradam com facilidade e são os aromas que percebemos logo no primeiro contato com o perfume. Também são os de ação mais rápida e devem predominar onde há extrema letargia, melancolia ou falta de interesse.

Já os óleos de notas médias geralmente são os responsáveis pelo tom de sensualidade, paixão e romance de um perfume. É a nota que serve de ponte entre os óleos altos e básicos e por isso assegura a liga da composição. Elas incluem a maioria dos temperos – cardamomo, pimenta, etc. – e muitas das ervas, incluindo lavanda e hortelã. Aqui também encontramos o manjericão, usado para o tratamento da incapacidade de se concentrar ou de assimilar informações, o hissopo, para pressão sanguínea alta ou baixa e a sálvia para disfunções menstruais.

Por fim temos os profundos e misteriosos óleos de notas básicas. Eles são usados como fixadores e estão entre os ingredientes mais antigos da perfumaria – afirma-se que o sândalo, por exemplo, tem uso contínuo por pelo menos quatro mil anos. Trata-se da nota de maior duração e que serve de âncora para as demais, respondendo pela profundidade da composição. Neste grupo encontramos a maioria das resinas e madeiras, que além da solidez também tendem a acalmar e são utilizadas no tratamento de pessoas nervosas e inquietas. Assim é feita a composição de um perfume.

O aroma de um óleo essencial é o resultado da soma de todos os seus componentes (sinergia) e não advém apenas de seus ativos majoritários. Em alguns casos, inclusive, são os elementos presentes em pequeníssimas quantidades é que determinam o seu perfume. O cheiro do óleo essencial de grapefruit (Citrus paradisi), por exemplo, é caracterizado por três elementos cuja participação no óleo é mínima – são eles: 1-p-menteno-8-tiol, 4-mercapto-4-metil-2-pentanona e o nootkatone. Ou seja, apesar do óleo essencial de grapefruit apresentar elevada concentração de d-limoneno,

Aromaterapia

Aromaterapia é uma forma de medicina alternativa em que os efeitos de cura são atribuídos aos compostos aromáticos em óleos essenciais e extratos de outras plantas. Muitos comuns os óleos essenciais têm propriedades medicinais, utilizadas na medicina popular desde a antiguidade e ainda são amplamente usados hoje. Por exemplo, muitos óleos essenciais têm propriedades anti-sépticas. Muitos também afirmaram ter um efeito estimulante sobre a mente. É o tratamento ou prevenção de doenças através do uso de óleos essenciais. Dois mecanismos básicos são oferecidos para explicar os efeitos alegados. Um deles é a influência do aroma no cérebro, em especial o sistema límbico, através do sistema olfativo. O outro é o efeito farmacológico direto de óleos essenciais. Embora o conhecimento exato da sinergia entre o corpo e óleos aromáticos é frequentemente reclamado por aromaterapistas, a eficácia da Aromaterapia permanece não comprovada. No entanto, mostram alguns ensaios preliminares clínica de Aromaterapia em combinação com outras técnicas, efeitos positivos.

Formas de Uso
Inalação

É considerada a forma mais segura de utilização dos óleos essenciais. Aqui uma parte do aroma inalado vai para os pulmões via traquéia, penetra nos brônquios, bronquíolos e alvéolos e passa para a corrente sangüínea nas trocas gasosas. Em paralelo, a outra parte do aroma vai ate o cérebro e estimula determinadas áreas do sistema límbico e do hipotálamo, que controlam a maioria das funções vegetativas e endócrinas do corpo. Há dois tipos: a inalação direta e a indireta. A inalação direta é utilizada no tratamento de problemas específicos do aparelho respiratório, como asma, bronquite, sinusite, etc. Neste caso, pode-se empregar de 6-15 gotas de óleo em um vaporizador de ambientes a quente ou de 1-2 gotas em um lenço. Já a inalação indireta visa trabalhar o emocional (o psicológico) através dos aromas. Aqui se costuma utilizar de 6-15 gotas em um difusor de aromas de vela/lâmpada ou elétrico.


Absorção pela pele

Na aromaterapia a via de administração mais utilizada é a cutânea, pois além da ação farmacológica das substâncias que compõem o óleo, a massagem por si só já traz claros benefícios ao paciente. No entanto, é imprescindível saber fazer a diluição do óleo essencial nos óleos carreadores para se obter uma boa ação terapêutica. Vejamos alguns exemplos, assumindo que 1 ml de óleo equivale a 22 gotas:

Diluição 1% – usada para óleos de aroma muito fortes ou caros como jasmim, neroli e rosas.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 1-2 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 11 gotas ou 0,5 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 22 gotas ou 1 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 55 gotas ou 2,5 ml de óleo essencial.

Diluição 2% – usada para peles muito sensíveis e com tendência alérgica (tipo de bebês). Também é empregada para óleos caros e fortes.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 2-3 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 22 gotas ou 1 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 44 gotas ou 2 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 110 gotas ou 5 ml de óleo essencial.

Diluição 3% – comumente usada na massagem aromaterápica para melhor ação medicinal.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 5-6 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 33 gotas de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 66 gotas de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 165 gotas de óleo essencial.

Diluição 5% – usada em problemas agudos como dores e inflamações sérias.
1 colher de sopa de óleo carreador – cerca de 9-10 gotas de óleo essencial;
50 ml ou 50 gramas – 55 gotas ou 2,5 ml de óleo essencial;
100 ml ou 100 gramas – 110 gotas ou 5 ml de óleo essencial;
250 ml ou 250 gramas – 275 gotas ou 12,5 ml de óleo essencial.

Alguns óleos essenciais conseguem penetrar nas camadas da pele e atingir a circulação sanguínea com grande facilidade. Por esta razão, há diversas pesquisas no sentido de utilizá-los como “facilitadores” do transporte de medicamentos. Por exemplo, estudos comprovaram que o componente 1,8-cineol, presente nos óleos essenciais de citronela e eucalipto globulus, aumentou em 95% a capacidade de penetração cutânea de alguns medicamentos alopáticos

Uso oral ou ingestão

É a forma de utilização que permite uma ação mais rápida, mas que também oferece maiores riscos de intoxicações, sendo indispensável, nesse caso, a supervisão de um especialista para se evitar efeitos e reações indesejáveis. Por exemplo: o óleo essencial de erva de Santa Maria (Chenopodium ambrosioides) contém ascaridol – um componente que pode matar mesmo em pequenas doses.

 

Advertências

Manter os óleos essenciais fora do alcance das crianças e animais;
Não ingerir qualquer óleo essencial sem a orientação de um profissional habilitado;
Não utilizar óleos essenciais puros diretamente sobre a pele;
Durante a gravidez, diversos óleos essenciais devem ser evitados;
Óleos essenciais cítricos são fotossensíveis, portanto deve-se evitar a exposição ao sol após seu uso;
Epilépticos devem administrar os óleos essenciais com extremo cuidado;
Alguns óleos são incompatíveis com certos medicamentos homeopáticos, principalmente aqueles que contêm cânfora e mentol em suas composições;
Evitar o uso prolongado de um óleo essencial.

Quimicamente falando, os óleos essenciais são formados por estruturas de terpenos, sesquiterpenos, fenólicos, fenilpropanoicos, alifáticos não terpenos, heterocíclicos; e funções químicas de alcoóis, cetonas, aldeídos, ácidos carboxílicos, ésteres, óxidos, acetatos e vários outros – quase sempre apresentando uma mistura bastante complexa entre esses elementos. Por exemplo, o óleo essencial de rosas possui cerca de 300 componentes, cada qual com a sua característica e ação bioquímica no organismo humano. Isto explica, em partes, porque um determinado óleo pode agir contra um fungo da unha do pé e, ao mesmo tempo, atuar como antidepressivo e calmante.

No entanto, alguns resultados só são alcançados por meio da sinergia entre esses componentes. Ou seja, eles dependem da interação do todo, desde os elementos que estão em maior proporção no óleo, chamados de “ativos majoritários”, como dos que estão em menor proporção. Pesquisas indicam que o timol, ativo majoritário do óleo essencial de tomilho, não possui a mesma eficiência do óleo contra algumas espécies de bactérias – mesmo sendo ele (o timol) um poderoso anti-séptico. E isto se repete para vários outros óleos e seus ativos.

 

Conclusão

Os óleos essenciais fazem parte de um universo tão cheio de minúcias que detalhá-lo por completo seria uma tarefa praticamente impossível para um artigo de poucas linhas como esse. Por exemplo: seriam necessárias páginas e páginas para listar e expor todas as propriedades físico/químicas dos mais de 300 componentes do óleo essencial de rosas. Assim como explicar o porquê de todas as funções orgânicas. Então, a idéia aqui só foi mostrar que os óleos essenciais são uma mistura complexa de diversos elementos. Há aldeídos, alcoóis, fenóis, ésteres, cetonas e vários outros, todos com as suas próprias características e particularidades. E que de posse de um simples número é possível obter uma série de informações sobre qualquer substância. (*) o CAS, ou número CAS, possui três partes: a primeira tem até seis algarismos, a segunda até dois e a terceira apenas um (número de controle) – que são atribuídos sem nenhum critério;
(*) existe o que se domina de “nanopolifarmassinergia”, ou seja, a presença de pequeníssimas quantidades de certos componentes, na ordem de nanogramas (0,000000001g), que apresentam ação terapêutica quando estão na presença de outros elementos em maior concentração, em sinergia com a totalidade dos componentes do óleo essencial.

 

Cultivo de Microalgas

"Algas e microalgas são plantas aquáticas que vivem em águas do mar, doce ou salobra, abundantes em grande parte da Região Nordeste do Brasil, que efetuam a fotossíntese e capturam o CO2 da atmosfera, consumindo sais minerais das águas e gerando material orgânico."

Cultivo de Microalgas

Aspectos Gerais

Algas e microalgas são plantas aquáticas que vivem em águas do mar, doce ou salobra, abundantes em grande parte da Região Nordeste do Brasil, que efetuam a fotossíntese e capturam o CO2 da atmosfera, consumindo sais minerais das águas e gerando material orgânico. Delas são extraídos óleos essenciais para as indústrias de alimentos, fármacos e cosméticos, deixando ainda um subproduto orgânico para, em um biodigestor, gerar biogás, uma mistura de CO2 e CH4.

As microalgas consomem CO2 (fonte de carbono) e possuem em média 22% deste em sua composição, sendo que para cada quilo de microalgas vivas cultivadas, é absorvido aproximadamente 0,8 Kg de CO2, liberando 0,6 Kg de O2 para a atmosfera. De 30% a 80% da massa viva se transforma em óleos que, dependendo do tipo de alga, podem ser separados os ativos de maior valor agregado.

Para entendimento dos números, significa que em um hectare de plantio de microalgas teremos uma produção média de 5,5 ton/mês de microalgas secas, gerando 2,5 ton de óleos especiais considerando algas com 40% de óleo. No entanto, pode chegar até a 80%, absorvendo 4,4 ton de CO2 com liberação de 3,3 ton de oxigênio à atmosfera, que produz 3,3 ton de material orgânico.

No biodigestor, caso não seja utilizado para ração animal, isto gera 3,0 ton de adubos orgânicos e 50 Kg de CO2 e 80 Nm³ de gás CH4. Usamos aqui os menores números, concluindo-se que existe muito espaço para o desenvolvimento do processo.

Mercado

Muitos óleos de algas e microalgas encontram alto preço no mercado nacional e internacional, como é o caso do betacaroteno, com alto poder antioxidante, vitamina B-12 e muitos outros.

O cultivo de microalgas é largamente estudado fora do Brasil. Existem plantas de produção de óleo processando biodiesel na Argentina (Patagônia), EUA, Israel, Austrália, entre outros.

Algumas universidades brasileiras têm desenvolvido pesquisas nessa área, mas, até então, não há cultivo de forma industrial em pleno semi-árido.

Várias pesquisas apontam que áreas de doze a cinquenta vezes menores são necessárias no cultivo de microalgas para produção de óleo, se comparadas à produção de mamona. Somente o seu investimento inicial é maior, considerando-se a preparação do criadouro. Porém, quando se considera o sequestro de carbono, o processo passa a ser viável.

Existem centenas de microalgas que podem ser cultivadas em abundantes águas salobras do sertão e, de cada espécie serem extraídos diferentes ingredientes de alto valor agregado. Algumas são constituídas de até 80% de óleo em sua massa corpórea que, se para o mercado não tenham alto valor agregado, cabem ser inclusas na cadeia produtiva do biodiesel, onde desenvolvemos a espécie adaptada à região e o processo de extração apropriado para a mesma.

O que desenvolvemos – PP Bio

A união dos sistemas de cultivo de microalgas, biodigestor, torre de separação de gases e sistema de extração de óleos, descrita em nosso processo com a geração de vários produtos adaptados à realidade do semi-árido, é o foco do PP Bio.

A aplicação deste conhecimento no projeto gera a operacionalidade de uma nova cadeia produtiva, anulando problemas ambientais, sociais e de energia.

No processo, encontramos a viabilidade de obter uma cadeia produtiva voltada para o sertão nordestino, com cultivo de uma microalga adaptada à região, com vistas a produzir insumos úteis às indústrias de alimentos, de cosméticos e outros, com a absorção de CO2 de alguma fonte de geração deste gás. Neste caso, é usado um biodigestor na produção de gás natural para a geração de energia limpa ou na produção de gás veicular.

A fonte do material orgânico poderá ser múltipla, incluindo caules e folhas da planta da mamona, viabilizando o custo da produção de biodiesel através destas fontes. São usados também rejeitos da indústria de alimentos ou restos de esgoto tratado.

O projeto visa favorecer os caminhos para uma melhor técnica que venha a viabilizar economicamente os processos das empresas e de municípios, apontando para uma nova cadeia produtiva, considerando insumos abundantes na Região Nordeste como a terra, a água salobra e a luz solar.

Os pontos críticos da viabilização deste processo como fonte de riqueza, passam pelo desenvolvimento de espécies de microalgas adaptadas à realidade da Região Nordeste, onde se descubram os processos de controle bacteriológicos para um ótimo crescimento e viabilidade econômica.

O PP Bio concentra sua atenção na formação de um berçário de microalgas no município de Paudalho – PE, onde é feita a pesquisa para o conhecimento cada vez mais aprofundado em escala semilaboratorial, obtendo dados para o projeto piloto a ser desenvolvido no sertão.

O projeto está dividindo em duas fases: uma chamada de incubadoras de microalgas, com duração de dezoito meses e, uma segunda fase, para a implantação do projeto piloto.  Dentro deste processo desenvolvemos a energia solar como alternativa energética para aquecimento de processo de extração de óleos provenientes de microalgas.

 
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Premiação

Prêmio FINEP 2009

O diretor-presidente da Claeff, Eng. Cláudio Truchlaeff, foi o vencedor do Prêmio FINEP de 2009, Região Nordeste, na categoria Inventor Inovador.

Claudio, que concorreu à premiação com o projeto Oxi Bio, teve o reconhecimento do meio científico-acadêmico nacional. saiba mais

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